quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Teto para plebiscito no Pará é de R$ 10 milhões Campanhas a favor e contra a divisão do Estado podem custar quase o dobro gasto para eleições de 2010

Apesar da existência de quatro frentes, na prática haverá dois grandes grupos: o favoráveis e os contrários à divisão do Estado. O plebiscito está marcado para 11 de dezembro e as inserções no rádio e na TV só poderão começar um mês antes da votação.



Até lá está liberada a realização de comícios, shows e debates, além da distribuição de panfletos e a circulação de carros de som. A propaganda por meio de outdoors não será permitida. Ainda que se trate de uma eleição inédita – é a primeira vez que a criação de um Estado vai ser decidida nas urnas – os envolvidos dizem que será como uma campanha eleitoral comum.
O marqueteiro Duda Mendonça será um dos responsáveis pela campanha separatista. Baiano, Duda é proprietário de terras na região de Carajás e está fazendo o trabalho de graça. O jingle composto por ele sugere que todos os paraenses pertencem a uma só família, mas que "um dia todo filho cresce e chega a hora da emancipação".
As cores predominantes nas peças publicitárias pró-Carajás e pró-Tapajós serão o verde e o amarelo. O principal desafio desses grupos será convencer a população do restante do Pará a votar pela divisão: são quase 64% da população. Segundo o deputado Lira Maia (DEM-PA), esse fator determinou uma das estratégias da campanha: focar as ações na região metropolitana de Belém. "Vamos colocar carros de som na rua, fazer debates", disse.
Do lado antisseparatista, a identidade visual da campanha usa o branco e o vermelho da bandeira do Pará e foi desenvolvida por empresas locais. De acordo com o deputado estadual Celso Sabino (PR), a campanha contra a divisão ocorrerá em todo o Estado, inclusive nas áreas que estão reivindicando a emancipação. "Nós já identificamos pontos de resistência no próprio pretenso Estado do Tapajós, como a cidade de Altamira", contou.
A principal discussão do plebiscito gira em torno da distribuição de recursos do Estado. Somente na região de Carajás existe a expectativa de uma onda de investimentos de US$ 32,8 bilhões até 2014, principalmente da Vale, nos setores de mineração e siderurgia.

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